quarta-feira, 23 de maio de 2012

Ginástica - Ginástica Artística

A ginástica é um conceito que engloba modalidades competitivas e não competitivas e envolve a prática de uma série de movimentos exigentes de força, flexibilidade e coordenação motora para fins únicos de aperfeiçoamento físico e mental.

Desenvolveu-se, efetivamente, a partir dos exercícios físicos realizados pelos soldados da Grécia Antiga, incluindo habilidades para montar e desmontar um cavalo e habilidades semelhantes a executadas em um circo, como fazem os chamados acrobatas. Naquela época, os ginastas praticavam o exercício nus (gymnos – do grego, nu), nos chamados gymnasios, patronados pelo deus Apolo.

A prática só voltou a ser retomada - com ênfase desportiva e militar - no final do século XVIII, na Europa, através de Jean Jacques Rousseau, do posterior nascimento da escola alemã de Friedrich Ludwig Jahn - de movimentos lentos, ritmados, de flexibilidade e de força - e da escola sueca, de Pehr Henrik Ling, que introduziu a melhoria dos aparelhos na prática do esporte. Tais avanços geraram a chamada ginástica moderna, agora subdividida.

A Federação Internacional de Ginástica foi criada em 1921 por ocasião da inclusão de países não europeus na então Federação Européia de Ginástica. Contudo, já em 1896 a ginástica compôs o programa dos primeiros Jogos Olímpicos da era moderna, revitalizado pelo Barão de Coubertin. Atualmente a FIG compreende três disciplinas olímpicas: ginásticas artística, rítmica.

Ginástica Artística


A Ginástica Artística é também conhecida no Brasil como Ginástica Olímpica, veio a se tornar uma modalidade esportiva apenas em 1881, em escolas alemãs tipicamente masculinas. Mais tarde, em 1896, até então praticada somente por homens, passou a ser um esporte olímpico, e em 1928 as mulheres puderam participar nos seus primeiros Jogos. No ano de 1950, a ginástica passou a ser praticada – nos aparelhos – da forma como se conhece hoje.

Aparelhos


Masculinos

  • Cavalo com alças: o cavalo (que de fato assemelhava-se ao animal), enquanto aparelho, possui as seguintes dimensões: 1,15 m x 1,60 m x 35 cm. As alças possuem distância ajustável e a altura de 12 cm. Uma série típica no cavalo com alças envolve tesouras e movimentos circulares. As tesouras, exercícios feitos com as pernas separadas, são executadas geralmente com as mãos sobre as alças. Os movimentos circulares, as chamadas russas, são feitos com as duas pernas juntas. 
  • Argolas: o aparelho é constituído por uma estrutura de onde prendem-se duas argolas, a 2,75 metros do solo. A distância entre elas é de 50 cm e o seu diâmetro interno é de 18 cm. A prova consiste em uma série de exercícios de força, balanço e equilíbrio. O júri valoriza o controle do aparelho e a dificuldade dos elementos da coreografia. Quanto menos tremer a estrutura que suspende as argolas à haste, melhor será a pontuação de execução do ginasta. 
  • Barras paralelas: o aparelho possui as medidas de 1,95 x 3,5m, além de estarem distanciadas entre 42 e 52 cm. A prova consiste em exercícios de equilíbrio – entre giros e paradas de mãos - e força, onde o ginasta utiliza das duas barras obrigatoriamente, passando por todo o seu comprimento. As provas não possuem tempo aproximado de execução, podendo um ginasta cumprir uma prova mais curta, porém com nota de partida mais elevada, enquanto uma prova mais longa, possui inferior dificuldade. Barra fixa: a barra é presa sobre uma estrutura de metal a 2,75 m do solo e possui 2,40 m de comprimento. A prova consiste em movimentos de força e equilíbrio. O ginasta deve fazer movimentos giratórios em uma rotina acrobática, que envolve os giros propriamente ditos, as largadas e retomadas, as piruetas (enquanto soltos das barras) e as pegadas. 
Femininos
  • Barras assimétricas: este aparelho, de uso estritamente feminino, é atualmente fabricado com fibras sintéticas e, por vezes, material aderente. Seu posicionamento é, a mais alta a 2,36 m de altura e a menor a 1,57 m. A prova é composta por uma série de movimentos obrigatórios, bem como os demais aparelhos. A posição das duas barras em diferentes alturas possibilita à ginasta uma gama variada de movimentos, mudanças de empunhaduras e alternância entre as barras. A execução de alguns movimentos também é facilitada através da propriedade de molejo do aparelho. 
  • Trave olímpica: popularmente chamada de trave, a trave de equilíbrio é um dos dois aparelhos de práticas unicamente femininas. A trave em si é uma barra revestida com material aderente, situada a 1,25 metros do chão, com cinco metros de comprimento e dez centímetros de largura, onde a atleta deve equilibrar-se e realizar saltos e giros. 
Masculino e feminino
  • Solo: este, enquanto aparelho, é um estrado de 12x12m feito de um material elástico que amortece eventuais quedas e ajuda ao impulso dos saltos e nas passadas gímnicas. Como modalidade, os exercícios têm uma duração de 50 a 70s para os homens, e 70 a 90s para as mulheres. Durante a prova, são realizados movimentos acrobáticos e ginásticos anteriormente pontuados (nota de partida). Os exercícios femininos têm a particularidade de incluir acompanhamento musical instrumental. 
  • Salto: o salto sobre a mesa é a prova mais rápida da ginástica artística. Dura aproximados 50 segundos, incluindo apenas o momento dos dois saltos aos quais o ginasta tem direito. A prova é composta por uma pista de 25 metros, que termina em um trampolim de impulso e finalmente na mesa – de dimensões 120 x 95 cm. O salto é considerado um evento de explosão muscular, possuidor de uma margem mínima para erros.
Pontuação
A série, em cada aparelho, é julgada por um grupo de árbitros que aplicam o Código de Pontos. Eles ficam divididos em dois grupos: o que avalia o valor da série (banca de arbitragem A) e o que avalia a execução (banca de arbitragem B).

Com exceção do salto, todas as séries tem um valor de partida, dado pelos árbitros da banca A.[5] Esta regra foi adotada pela FIG em 2006, quando ficara decidido separar as notas de dificuldade das notas de execução, após protestos sobre favorecimentos nas Olimpíadas de Atenas 2004.

Para poderem avaliar uma série, os árbitros dividem os elementos em sete grupos de valor, são eles: A, B, C, D, E, F e G, onde "A" é o elemento mais fraco e "G", o elemento mais forte. Nesse caso, todos os aparelhos tem em comum a necessidade de uma série com os elementos citados em suas respectivas quantidades (somando um total obrigatório de sete), com exceção do salto, já que cada um possui um valor máximo já pré-estabelecido. O julgamento, enfim, é feito baseado na soma das notas A e B.

Desse modo tem-se o seguinte cálculo: Supondo que um ginasta tenha sua nota de partida, avaliada pela banca A, em 6,500 e suas notas de execução, avaliadas pela banca B, em 9,500 - 9,250 - 9,100 - 9,500 - 10,000 - 9,500. Primeiro, retira-se a maior e a menor notas. Depois, tira-se a média B, que nesse caso é de 9,437. A nota final do ginasta, desse modo é de 15,935 (A + B).

Destaques
Os países que mais se destacaram nos Jogos Olímpicos foram:
  1. União Soviética
  2. Japão
  3. Estados Unidos
  4. Alemanha
  5. Romênia
Participação do Brasil
No Brasil, a ginástica chegou através dos imigrantes alemães, no século XIX, instalados no Rio Grande do Sul. Trouxeram em suas bagagens os ensinamentos de Friedrich Ludwig Christoph Jahn. Os aparelhos, gradativamente, eram introduzidos entre os brasileiros. Com isso, a prática da ginástica artística, surgiu no Brasil, primeiramente, entre os gaúchos, porém, foram os catarinenses os primeiros a formalizarem o esporte no Brasil por intermédio da Sociedade de Ginástica de Joinville (foto abertura), funda em 1858.

 Em 1867, uma organização semelhante surgia em Porto Alegre, o que deu origem a atual Sogipa (Sociedade de Ginástica de Porto Alegre). Em 1895, também em Porto Alegre, foi criada a primeira Liga de Ginástica do estado.

 No início do século XX, São Paulo e Rio de Janeiro também começaram a praticar ginástica por meio de clubes. Em 1950, é realizado o primeiro torneio nacional, reunindo atletas gaúchos, cariocas e paulistas. Em 1951, com a formação das Federações Gaúcha, Paulista e Carioca, o esporte filiou-se à Confederação Brasileira de Desportos (CBD).

 Em 1978, foi criada a Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) que logo se filiou a Federação Internacional de Ginástica (FIG). Em 1979, o Brasil, com seu grupo de ginástica, conquistava a medalha de bronze nos Jogos Pan-americanos de San Juan, em Porto Rico.

Mais tarde, com o esporte já bastante estruturado no país, o Brasil fez a estréia nos Jogos Olímpicos de Moscou, na Rússia, em 1980. De lá pra cá, o Brasil sempre veio se destacando nas competições internacionais, com grandes atletas se destacando pelo mundo como a ginasta Daiane dos Santos e o ginasta Diego Hipólito, ambos campeões mundiais.

Na Olimpíada de Moscou-1980. Claudia Magalhães e João Luiz Ribeiro participaram das provas sem conquistar bons resultados.  Os atletas brasileiros não conseguiram resultados expressivos até Sydney-2000. Nesta edição, Daniele Hypólito e Camila Comin chegaram à final do individual geral. Daniele terminou em 20º lugar enquanto Camila ficou com a 49ª colocação.

Já em Atenas-2004 a história mudou, confirmando a evolução da ginástica artística brasileira. A ginasta Daiane dos Santos, então campeã mundial de solo, ficou em 5º lugar nessa prova.

Em Pequim, a equipe feminina classificou-se para a final, mas acabou terminando a competição na 8a colocação. Já nas finais individuais, Jade Barbosa terminou em sétimo no salto, enquanto que Daiane dos Santos e Diego Hypólito ficaram com a sexta colocação no solo feminino e masculino, respectivamente.

Mais informações sobre a Ginástica Artística você encontra no site da CBG.

Fontes: Wikipedia, Travinha, HSW

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